Zuckerberg diz que dedicação do Facebook à liberdade de expressão irá “enfurecer as pessoas”

Mark Zuckerberg, chefe executivo do Facebook, revelou uma nova versão de propaganda política que, segundo ele, é um posicionamento pelos princípios da liberdade de expressão, mas que pode “irritar muitas pessoas”. Zuckerberg ainda disse que, já que a empresa é criticada pelo que faz e não faz, no que diz respeito ao monitoramento do uso de sua plataforma, agora irá apoiar a liberdade de expressão “porque para ganhar confiança, as pessoas precisam saber em que você acredita”.

“É uma pena que isso seja tão controverso”, afirmou Zuckerberg, opinando sobre as críticas que ouve, que diz ele serem vindas de “pessoas sem o perigo de serem censuradas”.

Ele reconheceu que a violação de dados da Cambridge Analytica poderia ter sido evitada com melhor monitoramento dos dados dos clientes, e disse que a empresa introduziria ferramentas para combater o discurso de ódio e o recrutamento terrorista.

Depois de o Facebook ter um aumento de 27% em sua receita para 2019, além de ter quebrado recordes de lucro, Zuckerberg disse que seu objetivo para a próxima década “não é ser gostado, mas ser entendido”.
Na semana passada, explicou com mais detalhes a decisão de recusar a proibição de anúncios políticos, ação também tomada pelo Twitter. “Pessoas poderosas sempre terão voz. Penso que alguém deve lutar para dar voz a todos”.

Ele reconheceu que “não sou o melhor quando o assunto é comunicação, mas o Facebook se dedica a criar um espaço onde todos podem participar. Esta é nossa nova medida, e provavelmente vai enfurecer várias pessoas. Honestamente, a medida anterior também irritou todo mundo, então vamos tentar algo diferente”.

Fonte: The Guardian Traduzido

Adaptado por Lucca Apollonio Caixeta

Matéria completa: https://www.theguardian.com/technology/2020/feb/01/facebook-political-ads-zuckerberg