“A Rede Social”- A Personificação do Cinema Moderno

David Fincher é um dos diretores mais influentes e bem-sucedidos do cinema contemporâneo, e tem como principal traço a modernidade. Seja “Se7en”, “Clube da Luta”, “O Curioso Caso de Benjamin Button” ou “Garota Exemplar”, todo mundo ama pelo menos um filme de Fincher, mesmo sem saber que todos os mencionados foram dirigidos pela mesma pessoa.

Mesmo que “Clube da Luta” tenha uma enorme legião de fãs, o mais revolucionário de seus filmes foi “The Social Network” (2010), que conta a história da criação do gigante Facebook, como Mark Zuckerberg transformou sua criação numa das grandes potências tecnológicas dos últimos 10 anos, além de todos os conflitos por direitos de empresa contra Eduardo Saverin e os gêmeos Winkelvoss.

Para começar, o filme tem um dos roteiros mais geniais já escritos. Tanto que o roteirista Aaron Sorkin ficou famoso por ser uma “metralhadora de diálogos”, repetindo o traço no bom “Steve Jobs” (2015). Brincadeiras à parte, Sorkin consegue criar um ritmo eletrizante apenas com palavras,
não perdendo nenhum detalhe do processo de criação e crescimento do Facebook, com o diretor acompanhando perfeitamente o desenvolvimento da história.

Outro ponto único do filme é sua trilha sonora, quase totalmente eletrônica. Lembrando um videogame, constrói melodias que acompanham com brilhantismo a velocidade dos diálogos de Sorkin.

A obra foi muito feliz em estar em um ano com outros dois grandes expoentes da década de 2010: “Cisne Negro”, de Darren Aronofsky, e “Inception”, de Christopher Nolan (esse mais genial ainda). Assim como seus colegas de 2010, “A Rede Social” personifica o que há de melhor no cinema moderno, e oferece um retrato fascinante da ascensão de uma das marcas mais poderosas do mundo.

Escrito por: Lucca Apollonio Caixeta